A importância da necessidade da inclusão das relações de gênero, e também a própria relação entre gênero e as expressões da violência, é um tema que já é pauta nas escolas e universidades . Mas infelizmente, o fato de ser pauta não implica na real discussão em ambientes de formação escolar e universitária.
A questão fica em evidência com a nova lei, Projeto de Lei (PL) 7627/10 da Comissão de Educação, que através de uma imposição legal, proporciona que esse tema realmente seja discutido em sua amplitude.
Todavia, mais do que impor a discussão, que é bastante complexa, esse debate aborda a sexualidade de forma plural e dentro disso acaba englobando a todas as formas de violência contra homossexuais, travestis, transexuais e mulheres tornando necessário o investimento na formação destes educadores que de um modo geral também se encontram imersos em mitos e sem a capacitação necessária para tratar os temas de forma transversal, saindo de sua formação especifica.

Os “temas transversais” tratam conteúdos de caráter social, que devem ser incluídos na matéria não como uma área de conhecimento estanque , mas como conteúdo a ser ministrado no interior das várias disciplinas.
A LDB – 9.394, já visava estabelecer diretrizes para o currículo do ensino fundamental (1ª a 8ª série) e servir como referência nacional, para a prática educacional, e propunha como temas transversais: ética, educação ambiental, orientação sexual, pluralidade cultural e saúde. Por sua vez o (PL) 7627/10 é bem mais específico em relação a temática a ser trabalhada, sexualidade e gênero. Não obstante creio que professor não tenha que se “especializar” em tantos assuntos para dar conta da complexidade dos eixos transversais. O tema Gênero e Diversidade Sexual ainda é pouco visto nos bancos acadêmicos e os professores que se formam ingressam nas escolas sem se sentirem respaldados pela sua formação e pelas próprias escolas. O que denota a necessidade de uma formação continuada tanto âmbito universitário quanto para os professores de ensino médio e fundamental, para que o tema possa ser constantemente revisto, aprimorado e construído no coletivo para que possa ser incorporado primeiramente no professor para depois ser inserido dentro das disciplinas de forma natural e paulatina.

Saiba mais: http://noticias.terra.com.br/educacao/especialistas-formacao-em-estudos-de-genero-e-insuficiente-nas-universidades,514a79e6b9b14410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html